quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O amigo de Melissa

O amigo de Melissa

(Anne Lieri)




Desde que a família Jones se mudou para a antiga casa no interior, a pequena Melissa passou a ficar esquisita.

Aos quatro anos era natural a brincadeira com bonecas, mas sua mãe notou logo nos primeiros dias, que Melissa já não as procurava, preferindo ficar sozinha.

Sentada no chão do seu quarto passava horas falando consigo mesma, como se estivesse atuando numa peça de teatro.

Com a experiência de outros filhos, os pais não se preocuparam á principio, pois era um comportamento comum nessa idade.

Entretanto, Melissa desenvolveu uma atitude hostil frente a algumas situações. Um dia ao brincar no quintal com seus irmãos empurrou um deles no balanço com tanta força que o garoto caiu e se machucou.

Ao ser questionada por sua agressividade, ela apenas respondeu:

_ Foi o Simon que mandou...

_ Simon? Quem é Simon, filha?

_ Simon é meu novo amigo, não está vendo? – e a menina apontava o vazio ao seu lado para o espanto de todos.

O tempo foi passando e a garota continuou cada vez mais maquiavélica, arquitetando planos para derrubar as crianças, faze-las escorregar, cair e até se sufocarem. Melissa Jones sempre colocava a culpa em Simon.

Os pais começaram a pesquisar sobre o histórico daquela casa e descobriram que ali havia vivido um homem que matara sua esposa na presença de seu filho pequeno que se chamava Simon.

Chamaram um padre para benzer a casa e Melissa ficou em transe. Ao perguntarem seu nome ela respondeu:

_ Simon.

A partir daí fizeram orações pela alma dessa criança que foi resgatada por anjos e Melissa Jones nunca mais viu seu amigo imaginário.




Essa é minha participação na BC da Patricia Galis.

Cliquem no nome do blog e participem:





16 comentários:

Pepi,Xixo,Juja,Jujuba disse...

Belíssima participação, Anne
Gostei demais!
Desejo um ótimo dia oara você
Beijinhos de
Verena e Bichinhos

Anete disse...

Participação boa, Anne, instigante e psicológica, também espiritual!
Há tantos casos assim...
Um abraço grandão...................................................

Bell disse...

Que medoooooooo rs...

bjokas =)

Daniel Costa disse...

História com muita imaginação Anne. Mostras a tua versatilidade.
Bjs

✿ chica disse...

De arrepiar!Essas coisas existem verdadeiramente! Contaste muito bem! beijos praianos,chica

Beatriz Bragança disse...

Querida Anne
Quanta imaginaçao! Parabens
Beijinho
Beatriz

Celina disse...

Adoooorei a tua história Anne,dentro da doutrina conhecemos diversas deste estilo, ,não tão bem contada como essa, obrigada Anne pela gentileza, Um abraço com muito carinho Celina.

Pequeno Príncipe disse...

Tia Anne, vovó falou que a minha mamãe quando era pequena tinha um amiguinho imaginário, mas ele era bonzinho!
Beijinhos
Pedrinho

Célia Rangel disse...

O imaginário é a nossa válvula de escape, ou de ilusões e, até mesmo de perseguições!
Abraço.

*Escritora de Artes* disse...

Ainda bem que Simon foi para luz...

Abçs

Evanir disse...

Hoje estou vivendo um momento muito especial na minha vida.
Por isso estou aqui convidando você para se alegrar com minha benção.
Tenho estado ausente porém hoje estarei
dedicando meu tempo que deveria estar em repouso
absoluto para me encontrar com você matar as saudades.
Com uma mensagem de uma data muito importante para mim
venho convidar você para buscar minhas lembranças desse dia.
Desejo lhe um abençoado final de semana
luz paz e Deus no seu viver.
Beijos com infinito carinho e amizade .
Evanir.

Patricia Galis disse...

Fiquei arrepiada com a estoria Anne gosto de escritos assim rsrs, amei e obrigada pela participação.

Ana Cecilia Romeu disse...

Um conto maravilhoso, Anne.
Sempre acho que o místico se manifesta em tudo na nossa vida. Os amigos imaginários são como uma espécie de porta e entrada, sinto assim.
Muito bem-escrito!

Beijos e ótimos dias!

Fernanda Oliveira disse...

Forte participação amiga Anne ! Um conto de prender a atenção do leitor.
Beijo no coração !

Fernanda Oliveira

Maria Eduarda disse...

Que legal seu conto eu amei gosto deste genero.

Bia Hain disse...

Oi, Anne, como vai? O que mais achei dessa blogagem é ver as diferentes maneiras de interpretação. A sua seguiu uma linha mais sobrenatural, relacionada aos mortos, bem interessante. Um abraço!

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