sábado, 4 de dezembro de 2010

Então, é Natal!



ENTÃO,É NATAL!...
( Anne Lieri)

Não costumo escrever muitas crônicas,mas hoje estou com vontade de falar um pouquinho sobre o Natal.
Observando o movimento nas ruas de comércio de São Paulo,percebi a euforia das pessoas.
Não uma euforia de alegria,de emoção,mas uma energia sufocante:de pressa e opressão para conseguir comprar todos os presentes.
São famílias inteiras indo as lojas com o pensamento voltado para o consumo imediato.
Cada presente é escolhido ás pressas porque querem ficar livres de sua imensa lista.
Pensei :_ Será que o mundo vai acabar hoje e não fiquei sabendo?
Vejo os rostos,os olhares,as posturas...mau humor na fila do caixa,buzinas no estacionamento,olhar de raiva sobre o outro,brigas de casais,crianças
chorando,pessoas se trombando sem ao menos pedir desculpas...por que?
Porque é Natal...
Mas,o que é o Natal?
Não é a comemoração do nascimento do menino Jesus?
Isso não deveria deixar todos contentes?
Não é o que acontece.
Há um clima de nervosismo,de contrariedade e de individualismo muito grande.
No meio da confusão um ônibus bate num carro que estava estacionado.
O motorista foge.
Dali a instantes chega a família para pegar o automóvel e vê o estrago!
Até o pneu foi rasgado e precisa ser trocado.
Eles nem sabem quem fez aquilo e tratam de trocar o pneu.
As ruas congestionadas.
Alguém pàra oferecendo ajuda?
Lógico que não!
É Natal,todos tem compromissos,tem que comprar presentes.
As pessoas passam e dão risada da situação da família,o pai se sujando todo para trocar o pneu,a esposa auxiliando,as crianças irritadas com o calor e a situação.
Então,é Natal...
E como na parábola do bom samaritano as pessoas passam,mas não se comprometem a uma atitude de gentileza.
Estão perdendo a capacidade de sensibilizar-se pelo outro.
Então,é Natal...
Até que chega um casal que viu tudo e,abordando a família,entrega a eles todos os dados do ônibus que cometeu aquele delito e oferecerem-se para ajudar,inclusive como testemunhas,caso precise.
Desviaram-se de seu caminho para seguir o ônibus e anotar todos os dados.
Poderiam ter feito como todos os outros,apenas passar,rir e ir comprar seus presentes.
Por que agiram assim?
Alguns chamam esse ato de generosidade.
Eu chamo de Natal...


7 comentários:

Chica disse...

Tens toda razão e eu sinto o mesmo por aqui. Falta o verdadeiro sentido do Natal.

Pensam nas grandiosidades das festas e luzes, mas não no real sentido...
E posso até imaginar quem foi o casal que fez o gesto de solidariedade, de Natal..rssr

beijos,tudo de bom,chica

Adriana disse...

Olá Anne,

O verdadeiro Natal são poucos os que vêem.
E ficou muito bom seu texto.

bjs

lolipop disse...

Subscrevo por baixo seu excelente texto amiga.
Natal, como se diz por aqui, é quando um Homem quiser.
Carinhos

angela vasconcelos disse...

Fico feliz comigo mesma, por não fazer parte dessa tensão antes de datas como natal e outras,passo muito tempo pensando e decidindo o que vou comprar, e acabo sempre confeccionando alguma coisa para presentear,o texto diz tudo.

Sônia Silvino disse...

Além de tudo isso, amiga, há pessoas que gastam todo o seu 13º em compras, como se o mundo fosse acabar agora. É muito consumismo e muito estresse. Natal é outra coisa! Mas muitas pessoas se equivocam.
Beijos, linda!

Bergilde Croce disse...

Anne,linda e comovente história.
Natal pra mim é mais que uma simples festividade,é o período do ano que melhor representa minha fé cristã,mas a realidade em torno mostra o contrário,isto é,consumismo e mais consumismo,entretanto,podemos sempre fugir ao 'comum' e praticar o bem sem ter que aparecer ridículo ou fazer publicidade disso.Gosto muito de suas poesias e por isso compartilho um selo de estilo com a menina voadora.
Abraços,Bergilde

Antonio José Rodrigues disse...

As pessoas, Anne, vivem apenas falsos momentos de fraternidade natalina... Nada de prática. Só muita teoria e muita farsa. Beijos

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